Overview
Elaboração de tese de doutorado conforme ABNT NBR 14724:2024 e regras CAPES/PPG. Trata originalidade e contribuição inédita, banca de 5 membros (Resolução CNE/CES 1/2001), qualificação x defesa, versão de depósito x final pós-banca, errata, produção mínima do PPG, cotutela internacional (Portaria CAPES 6/2019), doutorado sanduíche PDSE (Portaria CAPES 206/2018), e o formato de tese por coletânea de artigos. Depende de br-abnt-tcc-monografia para estrutura ABNT genérica e br-abnt-referencias-citacoes para citações/referências.
O que este skill cobre
- Originalidade e contribuição inédita — articulação obrigatória de lacuna → tese central → contribuição original → evidência da originalidade. A skill recusa avançar se algum dos quatro elementos estiver ausente.
- Tese monográfica vs. tese por coletânea de artigos — escolha do formato com validação explícita do regimento do PPG (número mínimo de artigos, Qualis, primeira autoria, permissão de editores).
- Banca de doutorado — composição padrão de 5 titulares + 2 suplentes, com pelo menos 2 externos; folha de aprovação distinta da banca de mestrado (3 titulares).
- Qualificação, defesa e errata — três artefatos distintos com regras próprias; a skill impede confusões frequentes (ex.: tratar correções da banca como errata).
- Cotutela internacional e PDSE — folha de rosto, folha de aprovação e agradecimentos diferentes para cada caso; menção obrigatória ao “Código de Financiamento 001” da CAPES.
- Versão de depósito vs. versão final pós-defesa — diferenciação rigorosa (assinaturas, ficha catalográfica, marca d’água, depósito BDTD).
A skill não fabrica conteúdo de pesquisa nem a articulação de contribuição original — coleta do autor e estrutura conforme as normas.
Exemplo de conversa
Você: Estou no terceiro ano do meu doutorado em Engenharia Elétrica na UFSC. Quero começar a estruturar a tese. Já tenho dois artigos publicados (um na IEEE TPWRS, A1, e outro na Electric Power Systems Research, A2) e um terceiro em revisão.
Agente: Esse cenário se encaixa bem em tese por coletânea de artigos (tese-por-artigos): doutorando avançado, com publicações em revistas de Qualis alto e um terceiro artigo submetido. Antes de eu assumir esse formato, preciso de algumas confirmações:
- O regimento do PPGEEL/UFSC admite explicitamente o formato por artigos? Se sim, qual o número mínimo de capítulos-artigos (tipicamente 2 a 4) e qual o Qualis mínimo exigido?
- Você é primeiro autor em todos os três artigos? Se há coautoria com o orientador ou outros, vou precisar incluir uma declaração de autoria assinada por cada coautor cedendo o uso do artigo na tese (geralmente em apêndice).
- As revistas onde os artigos foram publicados permitem reuso na tese? Verifique a política de self-archiving na Sherpa/Romeo — se for periódico CC-BY, uso livre; se houver transferência de copyright, pode ser necessária permissão escrita do editor.
Em paralelo, posso já preparar a estrutura base. A tese por artigos típica tem: Capítulo 1 — Introdução geral (10–30 páginas, com lacuna, tese central, articulação dos três artigos e contribuição original integrada), Capítulos 2, 3 e 4 — os artigos (cada um com página de rosto declarando status editorial, referência completa, Qualis e papel do doutorando), e Capítulo final — Discussão integradora e conclusão geral (10–30 páginas, articulando os achados). Os elementos pré-textuais (capa, folha de rosto, ficha catalográfica placeholder, folha de aprovação, resumo, abstract, sumário) ficam delegados ao skill
br-abnt-tcc-monografia, e a lista de referências final aobr-abnt-referencias-citacoes.Você: O regimento permite, mínimo de 3 artigos, sendo pelo menos 1 publicado em A2 ou superior. Sou primeiro autor nos três. IEEE e Elsevier permitem reuso na tese desde que credite a publicação.
Agente: Perfeito — sua produção já cumpre o regimento (1 A1 + 1 A2 publicados + 1 em revisão). Vou gerar o esqueleto agora. Antes disso, uma checagem indelegável: a introdução geral precisa articular explicitamente quatro elementos (não vou fabricá-los):
- Lacuna: o que ainda não está resolvido na área de aprendizado de máquina aplicado a sistemas elétricos de potência? Ancore em revisão sistemática recente.
- Tese central: a proposição falsificável que sua tese defende (não o tema).
- Contribuição original: o que o conjunto dos três artigos acrescenta de inédito — teórica, metodológica, empírica ou aplicada. Crucial: deve ser uma contribuição integrada, não a soma das três contribuições individuais.
- Evidência da originalidade: revisão sistemática, gap analysis, busca em BDTD/Web of Science demonstrando que ninguém respondeu à mesma pergunta.
Me passe um rascunho desses quatro itens (2–4 frases cada) e eu costuro na introdução geral. Sem isso, qualquer banca de doutorado vai apontar fragilidade no núcleo da tese.
Excerto do documento gerado
Trecho do arquivo tese-aprendizado-maquina-falhas-motores.md produzido pelo skill no formato tese por coletânea de artigos — página de rosto de um capítulo-artigo e bloco da discussão integradora.
2 ARTIGO 1: DEEP LEARNING-BASED EARLY FAULT DETECTION IN THREE-PHASE INDUCTION MOTORS USING TRANSFER LEARNING FROM SIMULATION
Status editorial: Publicado.
Referência: SILVA, A. M.; OLIVEIRA, R. C. Deep learning-based early fault detection in three-phase induction motors using transfer learning from simulation. IEEE Transactions on Power Systems, v. 40, n. 3, p. 2415–2428, mai. 2025. DOI: 10.1109/TPWRS.2025.XXXXXXX.
Qualis CAPES (quadriênio 2017–2020): A1 (Engenharias IV).
Autores e papel do doutorando: A. M. Silva (doutorando, primeiro autor) — concepção, metodologia, software, validação, análise formal, investigação, redação (rascunho original). R. C. Oliveira (orientador) — supervisão, revisão e edição, obtenção de financiamento. Declaração de autoria assinada pelo coautor: Apêndice A.
Permissão de reuso: Política IEEE permite reuso integral do artigo em tese do autor, com crédito à publicação original — sem necessidade de autorização adicional.
2.1 Introduction
Early fault detection in three-phase induction motors is a long-standing problem in industrial maintenance, where unplanned downtime imposes both safety risks and significant financial losses […]
5 DISCUSSÃO INTEGRADORA E CONCLUSÃO GERAL
5.1 Síntese dos achados
O Artigo 1 (Capítulo 2) demonstrou que transferência de aprendizado a partir de dados sintéticos gerados por simulação pode reduzir em 62% a necessidade de dados rotulados reais para detecção precoce de falhas em motores de indução trifásicos, mantendo F1 ≥ 0,93 em três bancadas experimentais distintas. O Artigo 2 (Capítulo 3) estendeu essa abordagem para o cenário de motores com cargas variáveis, identificando uma queda de desempenho em transientes que motivou a hipótese central do Artigo 3. O Artigo 3 (Capítulo 4) — em revisão — propõe um mecanismo de atenção temporal que recupera a robustez em regimes não-estacionários.
5.2 Como o conjunto sustenta a tese central
A tese central defendida nesta tese — “é possível treinar detectores de falhas em motores de indução com dados predominantemente sintéticos, desde que se incorpore atenção temporal explícita para tratar regimes transientes” — é sustentada pela articulação dos três artigos. O Artigo 1 estabelece a viabilidade do transfer learning a partir de simulação (necessidade); o Artigo 2 expõe o limite dessa abordagem em cargas variáveis (suficiência condicionada); o Artigo 3 entrega o mecanismo que torna a tese verdadeira no cenário industrial realista (suficiência).
5.3 Contribuição original integrada
A contribuição inédita desta tese não está em qualquer artigo isolado, e sim no encadeamento: a tese demonstra que a viabilidade prática do transfer learning simulation-to-real em motores elétricos depende criticamente da modelagem de regimes não-estacionários — algo que a literatura tratava como detalhe de implementação e que esta tese eleva a requisito metodológico. Esse deslocamento de status (de detalhe a requisito) é o que diferencia esta tese de uma coleção de três artigos correlatos sobre o mesmo tema.
5.4 Limitações comuns
Os três artigos compartilham três limitações que a banca deve considerar: (1) validação restrita a motores de indução trifásicos — não generaliza diretamente para motores síncronos ou de relutância; (2) bancadas experimentais com potência ≤ 7,5 kW — escalabilidade industrial não foi testada […]
Validações automatizadas
Este skill não registra ferramentas próprias de validação. Ele reusa as três validações estruturais do skill br-abnt-tcc-monografia (resolvido automaticamente como dependência na instalação), e adiciona checagens conduzidas pelo agente sobre aspectos específicos de doutorado:
validar_estrutura_tcc(arquivo) (via dependência) — Heurística NBR 14724:2024 sobre 12 elementos obrigatórios: Capa, Folha de rosto (natureza do trabalho — a skill cuida de ajustar para “Tese … Doutor(a)”), Folha de aprovação, Ficha catalográfica (placeholder), Resumo, Palavras-chave, Abstract, Keywords, Sumário, Introdução numerada como 1, Conclusão (ou Considerações finais) e Referências. Aplica-se igualmente à tese monográfica e à tese por artigos.
validar_resumo(texto) (via dependência) — NBR 6028:2021: 150–500 palavras, parágrafo único, “Palavras-chave:” com 3 a 5 termos por ponto-e-vírgula terminando em ponto. Para teses bilíngues (cotutela, sanduíche), a skill orienta a rodar o validador separadamente sobre o resumo em pt-BR e sobre o abstract no idioma estrangeiro.
validar_numeracao_progressiva(arquivo) (via dependência) — NBR 6024:2012: sem ponto após o último algarismo do indicativo, máximo de 5 níveis, sem saltos (1.1.1 sem 1.1).
Checagens conduzidas pelo agente (sem ferramenta dedicada)
Antes de declarar a tese pronta para depósito, o agente percorre uma checklist que não pode ser automatizada por heurística textual:
- Articulação de originalidade — lacuna, tese central, contribuição original e evidência da originalidade explícitas na introdução, em prosa clara, ancoradas em literatura recente. Se ausentes, o agente recusa avançar e pede ao autor que reescreva (ou conduza revisão sistemática antes).
- Composição da banca — 5 titulares + 2 suplentes (Resolução CNE/CES 1/2001), pelo menos 2 externos, com identificação institucional na folha de aprovação. Em cotutela: membros das duas IES com vinculação identificada.
- Status editorial dos artigos (em tese por coletânea) — cada capítulo-artigo declara explicitamente status (publicado/aceito/submetido/em preparação), referência completa, Qualis, papel do doutorando (CRediT ou texto livre) e referência aos documentos de declaração de autoria e permissão.
- Produção mínima do PPG — comparação entre os artigos do autor (com Qualis e datas) e a regra do regimento; sinalização explícita de qualquer lacuna.
- Versão correta — distinção entre versão de depósito (sem assinaturas, possível marca d’água), versão final pós-defesa (com folha de aprovação assinada e ficha catalográfica) e errata (apenas para erros pós-depósito final, nunca para correções da banca).
- Cotutela ou PDSE — folha de rosto adequada (dupla titulação vs. menção a estágio), agradecimentos com “Código de Financiamento 001” da CAPES quando aplicável (Portaria CAPES 206/2018), banca com membros do programa parceiro em cotutela.
Como começar
- Instale o skill na sua workspace. A instalação resolve automaticamente as dependências
br-abnt-tcc-monografia(estrutura ABNT geral + validações) ebr-abnt-referencias-citacoes(citações no texto pela NBR 10520:2023 e lista de referências pela NBR 6023:2025) — ambas necessárias e não duplicadas por este skill. - Confirme que se trata de doutorado. Se o usuário disser apenas “trabalho de pós-graduação”, o agente pergunta antes de assumir. Mestrado e doutorado compartilham a estrutura ABNT, mas o doutorado exige originalidade e contribuição inédita (não apenas rigor metodológico), banca de 5 titulares (não 3), produção intelectual prévia conforme o PPG, e tem dois estágios formais distintos (qualificação + defesa).
- Escolha o formato: monográfica ou por coletânea de artigos. A tese por artigos é cada vez mais aceita por PPGs brasileiros, mas só é admissível se o regimento do PPG permitir explicitamente. Tenha em mãos o regimento (PDF ou link) e suba como contexto — o agente vai cruzar com os requisitos típicos (número mínimo de artigos, Qualis, primeira autoria, permissão de editores).
- Articule originalidade antes de redigir. Antes de gerar a introdução, escreva 2–4 frases para cada um dos quatro elementos: lacuna, tese central, contribuição original, evidência da originalidade. O agente recusa avançar com introduções genéricas do tipo “estudar X em Y” — esse é o núcleo intelectual da tese e responsabilidade indelegável do autor.
- Em cotutela ou doutorado sanduíche, suba o acordo / portaria. Cotutela (Portaria CAPES 6/2019) e PDSE (Portaria CAPES 206/2018) têm efeitos distintos na folha de rosto, folha de aprovação e agradecimentos. Sem o acordo de cotutela assinado, a skill não gera folha de rosto com dupla titulação. Para PDSE, lembre o número do processo e o nome do co-supervisor para os agradecimentos com a menção obrigatória ao “Código de Financiamento 001”.
- Distinga as três versões. Antes de cada interação com a skill, deixe claro se você está produzindo: versão de depósito (pré-defesa, sem assinaturas, possível marca “VERSÃO DE DEPÓSITO”), versão final pós-defesa (com folha de aprovação assinada e ficha catalográfica gerada pela biblioteca) ou errata (apenas erros tipográficos ou referenciais detectados após o depósito final — correções da banca não entram aqui).
- Antes do depósito, rode as três validações estruturais (
validar_estrutura_tcc,validar_resumo,validar_numeracao_progressiva) e percorra com o agente a checklist de doutorado: originalidade, banca, status editorial dos artigos (se aplicável), produção mínima do PPG, versão correta, cotutela/PDSE.