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RAS — Relatório Ambiental Simplificado

    Get Started with This Skill

    Visão geral

    A skill RAS — Relatório Ambiental Simplificado auxilia usuários do Rakenne na elaboração e revisão de Relatórios Ambientais Simplificados para licenciamento ambiental no Brasil. O RAS é o estudo ambiental aplicável a empreendimentos de pequeno porte ou baixo impacto poluidor, subsidiando a emissão de Licença Ambiental Simplificada (LAS) ou Licença Prévia (LP), conforme Resolução CONAMA 279/2001 e normas estaduais complementares. A skill inclui referências à legislação ambiental relevante (CONAMA, LC 140/2011 e órgãos estaduais), template de relatório, checklist de conformidade e uma ferramenta de validação de completude do rascunho.

    Como começar

    Inclua no workspace do projeto os materiais de referência (dados do empreendimento, estudos preliminares, termo de referência do órgão ambiental) e ative a skill RAS — Relatório Ambiental Simplificado. O agente irá orientar o fluxo: definir escopo e enquadramento, coletar contexto do empreendimento, aplicar o template e o checklist, elaborar o diagnóstico ambiental com dados secundários, identificar impactos e propor medidas mitigadoras. O resultado pode ser salvo em output/ com o relatório validado.


    Exemplo de conversa

    Abaixo um exemplo de como uma sessão típica de elaboração de RAS pode se desenrolar. O agente coleta contexto, aplica referências e template, e executa a ferramenta de validação.

    Você: Preciso elaborar o RAS para uma usina fotovoltaica de pequeno porte (2,5 MWp) que será implantada em área rural no município de Itaberaba, Bahia. O empreendimento ocupará 5 hectares de pastagem degradada.

    Agente: Vou ajudar a elaborar o RAS. Pela Resolução CONAMA 279/2001, esse tipo de empreendimento de geração de energia elétrica de pequeno porte se enquadra no licenciamento simplificado. Na Bahia, o órgão competente é o INEMA. Preciso confirmar algumas informações:

    1. Você já tem o termo de referência do INEMA para essa tipologia?
    2. Há Unidades de Conservação, APPs ou corpos hídricos na área de influência direta?
    3. Tem dados do empreendedor (razão social, CNPJ) e do responsável técnico?

    Você: Temos o termo de referência do INEMA em docs/tr_inema_fotovoltaica.md. Não há UC na AID, mas existe um córrego a 200m do limite do terreno. Os dados do empreendedor estão em docs/dados_empreendedor.md.

    Agente: Li os documentos e consultei as referências da skill. Apliquei o template do RAS e estruturei o relatório. Resumo do que foi elaborado:

    • Identificação: Dados do empreendedor e do empreendimento preenchidos conforme fornecido.
    • Descrição: Usina fotovoltaica de 2,5 MWp, 5 ha em pastagem degradada, tecnologia de painéis fixos, infraestrutura de acesso e linha de transmissão de 2 km até subestação existente.
    • Diagnóstico ambiental simplificado:
      • Meio físico: Clima semiárido, solos do tipo Latossolo, córrego intermitente a 200m (APP preservada).
      • Meio biótico: Área de pastagem degradada com fragmentos de Caatinga na AII; sem registros de espécies ameaçadas conforme dados do ICMBio.
      • Meio socioeconômico: Uso pecuário extensivo, comunidades rurais a 1,5 km, sem sítios arqueológicos registrados no IPHAN.
    • Impactos: 8 impactos identificados nas fases de implantação e operação. Os mais relevantes: supressão de vegetação remanescente (negativo, mitigável), geração de emprego local (positivo), e risco de erosão durante a implantação.
    • Medidas mitigadoras: Para cada impacto negativo, propus medidas específicas — ex.: recomposição de APP do córrego, controle de erosão com curvas de nível e bacias de contenção.

    Há 6 placeholders pendentes (coordenadas exatas, número da ART, datas do cronograma). Quer que eu rode o validador para gerar o relatório completo de lacunas?

    Você: Sim, rode a validação. E inclua um programa de monitoramento de qualidade da água do córrego.

    Agente: Executei a validação: todas as 7 seções obrigatórias estão presentes. Há 2 avisos — seção de alternativas locacionais não encontrada (recomendada pelo TR do INEMA) e 6 placeholders pendentes. Incluí o programa de monitoramento de qualidade da água com parâmetros (pH, OD, turbidez, coliformes), frequência trimestral e responsável técnico. O arquivo atualizado está em docs/ras_fotovoltaica_itaberaba.md. Sugiro incluir a seção de alternativas locacionais conforme solicitado no TR.


    Trecho de documento gerado

    Abaixo um trecho representativo de um RAS produzido com o apoio da skill — estrutura típica após uso do template e do checklist.


    Relatório Ambiental Simplificado — Trecho

    Empreendedor: Solar Bahia Energia Ltda. CNPJ: 12.345.678/0001-99 Empreendimento: Usina Fotovoltaica Itaberaba I (2,5 MWp) Localização: Município de Itaberaba/BA — Coordenadas: 12°31’S, 40°17’W Responsável técnico: Eng. Ambiental Maria Silva — CREA-BA 12345/D Data de elaboração: 15/01/2026 Normas de referência: Resolução CONAMA 279/2001; CONAMA 237/1997; Regulamento INEMA


    1. Identificação do empreendedor e do empreendimento

    • Razão social: Solar Bahia Energia Ltda.
    • CNPJ: 12.345.678/0001-99
    • Responsável legal: João Santos, Diretor
    • Nome do empreendimento: Usina Fotovoltaica Itaberaba I
    • Tipologia: Geração de energia elétrica — fonte solar fotovoltaica
    • Área total do terreno: 8,0 ha
    • Área de intervenção: 5,0 ha

    3. Diagnóstico ambiental simplificado

    3.2 Meio físico

    • Clima: Semiárido (BSh — Köppen), temperatura média anual 24°C, precipitação média 750 mm/ano concentrada entre novembro e março.
    • Geologia e geomorfologia: Embasamento cristalino do Cráton do São Francisco, relevo suave ondulado com declividade média de 5%.
    • Solos: Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico, com horizonte A degradado por uso pecuário extensivo.
    • Recursos hídricos: Córrego intermitente (sem nome) a 200 m do limite leste do terreno, com APP de 30 m preservada. Não há captação de água prevista.

    Fontes: CPRM — Mapa Geológico da Bahia (2015); IBGE — Mapas de Solos; ANA — Sistema de Informações Hidrológicas.

    3.3 Meio biótico

    • Vegetação/Flora: Área de pastagem degradada (Brachiaria sp.) com fragmentos de Caatinga arbórea na AII. Não foi identificada vegetação nativa na ADA.
    • Fauna: Levantamento de dados secundários (ICMBio, lista da fauna ameaçada de extinção da Bahia) — sem registros de espécies ameaçadas na AID. Avifauna típica de áreas abertas.
    • Áreas protegidas: Sem UCs na AID. APA Marimbus-Iraquara a 18 km (sem influência direta).

    Fontes: ICMBio — Listas de Espécies Ameaçadas (2022); SEMA-BA — Cadastro de UCs.


    4. Identificação e avaliação dos impactos ambientais

    4.2 Impactos na fase de implantação

    ImpactoNaturezaIncidênciaDuraçãoReversibilidadeMagnitude
    Supressão de vegetação remanescenteNegativoDiretoPermanenteIrreversívelBaixa
    Alteração da qualidade do solo (compactação)NegativoDiretoTemporárioReversívelMédia
    Risco de erosão e carreamento de sedimentosNegativoDiretoTemporárioReversívelMédia
    Geração de emprego e renda localPositivoDiretoTemporárioMédia
    Aumento do tráfego localNegativoIndiretoTemporárioReversívelBaixa

    Este trecho é apenas ilustrativo. O conteúdo final deve refletir os dados específicos do empreendimento e as exigências do órgão ambiental competente.


    Validações realizadas pela ferramenta de extensão

    A skill inclui a ferramenta validate_ras_report, que verifica a completude estrutural de um rascunho de RAS em markdown. Abaixo, o que a ferramenta valida e como interpretar o resultado.

    O que a ferramenta verifica

    VerificaçãoDescrição
    Seções obrigatóriasConfere a presença das 7 seções obrigatórias do RAS conforme CONAMA 279/2001: (1) Identificação do empreendedor e do empreendimento, (2) Descrição do empreendimento, (3) Diagnóstico ambiental simplificado, (4) Identificação dos impactos ambientais, (5) Medidas mitigadoras e compensatórias, (6) Programas de monitoramento ambiental, (7) Conclusão. Cada seção é detectada por padrões em português (títulos ## ou ###). Se alguma não for encontrada, o resultado reporta AUSENTE e o resultado final é ERRO.
    Seções recomendadasVerifica a presença de seções recomendadas por boas práticas ou frequentemente exigidas por órgãos estaduais: Alternativas locacionais e tecnológicas, Área de influência, Mapa de localização. Indica “OK” ou “Não encontrada” e emite um aviso quando não encontrada, lembrando de conferir o termo de referência do órgão ambiental.
    Diagnóstico ambientalVerifica se os três componentes do diagnóstico ambiental simplificado foram abordados: Meio Físico, Meio Biótico e Meio Socioeconômico. Componentes não encontrados são reportados como aviso.
    Placeholders não preenchidosLocaliza no texto padrões como [texto entre colchetes], ... ou {}, que indicam campos ainda não preenchidos. Lista até 20 placeholders únicos e o total encontrado, para revisão antes da submissão.

    Interpretação do resultado

    • RESULTADO: Estrutura básica presente — Todas as seções obrigatórias foram encontradas. Verifique os avisos (seções recomendadas, diagnóstico e placeholders) e preencha os itens pendentes.
    • RESULTADO: ERRO — seções obrigatórias ausentes — Ao menos uma seção obrigatória está ausente. Ajuste o rascunho para incluir as seções esperadas e execute a ferramenta novamente.

    A ferramenta não substitui a análise técnica ou a conformidade com o termo de referência do órgão ambiental: ela auxilia na checagem de estrutura e campos em branco. A conformidade final com as normas do CONAMA e do órgão ambiental competente deve ser validada pelo responsável técnico habilitado.

    Ready to let your expertise drive the workflow?

    Stop wrestling with rigid templates and complex tooling. Write your process in markdown, let the agent handle the rest.

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